26 de março de 2009

Eu quero ter tempo para minha vida!

É, é bem isso mesmo! No post anterior, eu lançei a ideia de prioridades, de listá-las e segui-las. Agora é diferente, agora é um manifesto, uma ordem. Chega, de satisfazer todos os anseios do mercado, da sociedade, do mundo.
O que eu quero agora, nesse exato momento, é ter tempo livre, o suficiente para poder realizar a leitura de um livro qualquer, sem dormir de tão cansada, sem me culpar por não estar lendo algo relacionado ao trabalho e simplesmente poder apreciar o fato de fazer uma leitura, que pouco tem diretamente a ver com meu futuro profissional, mas, que me enriquecerá de conhecimento alheio ao design.
Emergir do mundo design. Esse é o lema.
Hoje eu, e vários de meus amigos, acordamos, respiramos, comemos, lemos, conversamos, debatemos, fazemos festa, em suma vivemos design, em todas as suas formas.
E é demais. Às vezes cultura inútil faz bem, um pouco de ócio pra despertar o lado criativo, um pouco de sono, um pouco de sonho, natureza, pôr do sol, de piquenique, de abstração faz bem! Muito bem.
Não vou desistir do design, contudo não quero desistir da minha vida. Porque hoje, aproveito muito pouco de tudo que ela tem a me oferecer.
Ter um tempo mínimo, para si mesmo, para fazer aquilo que gosta, sem importar o quanto aquilo é válido ou não para o seu futuro profissional. E lembrando que esse tempo, é essencial para você mesmo. Ter um tempinho pra ver novela, pra ver a família, pra não fazer nada.
Eu quero, e vou ter tempo pra minha vida!
Chega, cansei de adiar planos, com a velha desculpa de não ter tempo.

24 de fevereiro de 2009

O que é relevante pra você?

Uma casa na praia, um relacionamento, conhecer a Europa, ter um cachorro?
Ok, vai ver nem você sabe. Mas aí é que está. Se você não souber, vai sair andando no escuro atrás de alguma coisa amorfa. Vai gastar tempo, energia, e vai passar a vida de forma medíocre (desculpe a sinceridade) e lá, quando os filhos estiverem crescidos, e você estiver casado (muitas vezes nem lembrando mais porque é que casou) e aposentado (ponderando que agora sim tem estabilidade, tempo, e vai fazer aquilo que quer), vai pensar: e agora, o que era mesmo que eu queria?
Olhando para trás, notarás que o tempo, os amigos, o trabalho, tudo passou e você construiu um castelo de nada. Poderá até ter muito dinheiro, uma família linda, mas e ai? O que foi que você fez por você? Soa hedonista ao extremo, mas já parou pra pensar que se não for você, quem vai correr atrás das suas prioridades?
O que te faz feliz?
(é do comercial da TV, eu sei, mas...) E ai?
Sei que a vida não é só feita de felicidade, mas acredito que as pessoas devam ter consciência do que gostam, não gostam, querem ou não querem.
Autoconhecimento é a primeira fase do processo, e ai vem o: como fazer aquilo? Logo em seguida vem a preguiça de mudar o curso do rio, mas é nessa fase que se descobre aqueles que realmente te amam, e estão dispostos a te dar suporte, a te encorajar a seguir quando você quiser desistir. E assim se muda o caminho, se constrói o novo, e se tem muito trabalho (sinceridade é imprescindível).
Mas se tem prazer, paixão ao trabalhar, estudar, produzir, seja lá o que for fazer; se tem alegria em começar mais um dia; sente-se uma vontade latente de fazer mais do mesmo, da mesma maneira, ou de uma nova. Sente-se energia, alegria, felicidade gratuita (não acredito que felicidade dependa única e exclusivamente de dinheiro, mas isso é assunto pra outro post).
Parece PPS de auto-ajuda, mas leu até aqui quem quis... Quem achou relevante se perguntar o que é de fato relevante para si.