18 de dezembro de 2008

Ah se fosse férias...

Tá, agora de fato estamos em férias, mas será que são férias reais?
Será que não continuamos fazendo tudo aquilo que nos foi imposto sem percebermos?
Qual o significado de férias? Resumidamente, fazer o que se tem vontade e quando se tem vontade. Mas não é assim, continuamos nos obrigando a cumprir rituais que nem sabe-se mais porque existem. Vou citar o natal. Não é hipocrisia, festejar com tanta pompa, o nascimento de Cristo se durante o ano inteiro a grande maioria nem estava ai pra Ele?
Não quero catequisar ninguém é apenas um reflexão. Que sociedade é essa? 
Esse capitalismo selvagem, desculpe o clichê mas foi inevitável, essa corrida maluca em busca de dinheiro, poder, e luxo. Não que consiga se viver sem dinheiro, porém quantos conhecidos tenho que não fazem o que gostam, fazem o que dá dinheiro. É opção, mas é justo? 
Quanta gente, assim como eu mesma, passa o ano estudando, trabalhando, e fazendo mil coisas, 
deixando pra depois aquele livro tão legal, aquele curso de pintura, aquela tarde com a família?
Ou pior tem sentido, enfeitar num país tropical,  as árvores com neve, vestir um homem com roupas muito quentes, botas, gorro e luvas, quando lá fora faz 40 graus? 
Ah! É a tradição, mas também é culpa do capitalismo. Não quero matar papai noel, mas, acho isso tudo muito falso. E essa é apenas uma das nossas tantas mentiras. A nossa sociedade é tão fútil, que por um borburinho ou outro com as pessoas certas, você pode quebrar um país, derrubar um presidente, ou criar uma crise e ter boa parte da população desempregada.
Ensinam que a verdade, justiça, e moral são valores que se deve ter. Contudo o que se vê é que a mentira domina, todos são culpados até que se prove o contrário e a moral, é na verdade um falso moralismo. 
Hoje tô na revolta, tem dias que eu até me obrigo acreditar, me iludir que tudo vai ser bom. A wonderful world. Porém pra cada um dia de revolta consigo matar meses de ilusão.



18 de novembro de 2008

Manifeste-se!

Quero uma revolução!
Camisetas, folhetos, um manifesto de anunciação!
Quero o design livre. 
Quero que pensemos sobre o design.
Não simplesmente fazer por fazer.
Não esconder um mau projeto sob a manta de uma nova tecnologia.
Não quero que sejamos designers de quadradinhos, designers que
simplesmente repetem o que já existe, que não fazem a diferença!
Não entramos na faculdade pra sairmos com um carimbo na 
testa: Sou designer e agora vou ter emprego repetindo o que já existe.
Temos alma, emoção, diversão e subsídios, pra fazer diferente, 
pra pensar diferente, pra propor e saber justificar o porquê aquilo
é diferente, e de fato inovador.
Manifestar emoções.
Permitir sensações.
Valorizar o simbólico.
Extrapolar os limites.
Não se deixar levar pela falta de incentivo,basta ter subsídios.
Manifeste-se!



16 de novembro de 2008

pensamentos inebriantes

O que te faz pensar? 
O que te desperta o pensamento e não quer calar?
Aquilo que te pertuba, que te faz parar, às vezes até de respirar.
Agora penso no design, nas discussões, nas relações, 
no que foi dito, e o que não foi dito.
Pensamentos inebriantes que não querem calar.
Que me fazem querer gritar. Doem de tanto pensar.
 Pensamentos inebriantes que se apresentam aqui, sempre que 
aparecerem. Sempre que me pertubarem, me entorpecerem, até que eu
decida extrapolar, deixar voar, e inebriar a mais alguém.