É, é bem isso mesmo! No post anterior, eu lançei a ideia de prioridades, de listá-las e segui-las. Agora é diferente, agora é um manifesto, uma ordem. Chega, de satisfazer todos os anseios do mercado, da sociedade, do mundo.
O que eu quero agora, nesse exato momento, é ter tempo livre, o suficiente para poder realizar a leitura de um livro qualquer, sem dormir de tão cansada, sem me culpar por não estar lendo algo relacionado ao trabalho e simplesmente poder apreciar o fato de fazer uma leitura, que pouco tem diretamente a ver com meu futuro profissional, mas, que me enriquecerá de conhecimento alheio ao design.
Emergir do mundo design. Esse é o lema.
Hoje eu, e vários de meus amigos, acordamos, respiramos, comemos, lemos, conversamos, debatemos, fazemos festa, em suma vivemos design, em todas as suas formas.
E é demais. Às vezes cultura inútil faz bem, um pouco de ócio pra despertar o lado criativo, um pouco de sono, um pouco de sonho, natureza, pôr do sol, de piquenique, de abstração faz bem! Muito bem.
Não vou desistir do design, contudo não quero desistir da minha vida. Porque hoje, aproveito muito pouco de tudo que ela tem a me oferecer.
Ter um tempo mínimo, para si mesmo, para fazer aquilo que gosta, sem importar o quanto aquilo é válido ou não para o seu futuro profissional. E lembrando que esse tempo, é essencial para você mesmo. Ter um tempinho pra ver novela, pra ver a família, pra não fazer nada.
Eu quero, e vou ter tempo pra minha vida!
Chega, cansei de adiar planos, com a velha desculpa de não ter tempo.
26 de março de 2009
24 de fevereiro de 2009
O que é relevante pra você?
Uma casa na praia, um relacionamento, conhecer a Europa, ter um cachorro?
Ok, vai ver nem você sabe. Mas aí é que está. Se você não souber, vai sair andando no escuro atrás de alguma coisa amorfa. Vai gastar tempo, energia, e vai passar a vida de forma medíocre (desculpe a sinceridade) e lá, quando os filhos estiverem crescidos, e você estiver casado (muitas vezes nem lembrando mais porque é que casou) e aposentado (ponderando que agora sim tem estabilidade, tempo, e vai fazer aquilo que quer), vai pensar: e agora, o que era mesmo que eu queria?
Olhando para trás, notarás que o tempo, os amigos, o trabalho, tudo passou e você construiu um castelo de nada. Poderá até ter muito dinheiro, uma família linda, mas e ai? O que foi que você fez por você? Soa hedonista ao extremo, mas já parou pra pensar que se não for você, quem vai correr atrás das suas prioridades?
O que te faz feliz? (é do comercial da TV, eu sei, mas...) E ai?
Sei que a vida não é só feita de felicidade, mas acredito que as pessoas devam ter consciência do que gostam, não gostam, querem ou não querem.
Autoconhecimento é a primeira fase do processo, e ai vem o: como fazer aquilo? Logo em seguida vem a preguiça de mudar o curso do rio, mas é nessa fase que se descobre aqueles que realmente te amam, e estão dispostos a te dar suporte, a te encorajar a seguir quando você quiser desistir. E assim se muda o caminho, se constrói o novo, e se tem muito trabalho (sinceridade é imprescindível).
Mas se tem prazer, paixão ao trabalhar, estudar, produzir, seja lá o que for fazer; se tem alegria em começar mais um dia; sente-se uma vontade latente de fazer mais do mesmo, da mesma maneira, ou de uma nova. Sente-se energia, alegria, felicidade gratuita (não acredito que felicidade dependa única e exclusivamente de dinheiro, mas isso é assunto pra outro post).
Parece PPS de auto-ajuda, mas leu até aqui quem quis... Quem achou relevante se perguntar o que é de fato relevante para si.
Ok, vai ver nem você sabe. Mas aí é que está. Se você não souber, vai sair andando no escuro atrás de alguma coisa amorfa. Vai gastar tempo, energia, e vai passar a vida de forma medíocre (desculpe a sinceridade) e lá, quando os filhos estiverem crescidos, e você estiver casado (muitas vezes nem lembrando mais porque é que casou) e aposentado (ponderando que agora sim tem estabilidade, tempo, e vai fazer aquilo que quer), vai pensar: e agora, o que era mesmo que eu queria?
Olhando para trás, notarás que o tempo, os amigos, o trabalho, tudo passou e você construiu um castelo de nada. Poderá até ter muito dinheiro, uma família linda, mas e ai? O que foi que você fez por você? Soa hedonista ao extremo, mas já parou pra pensar que se não for você, quem vai correr atrás das suas prioridades?
O que te faz feliz? (é do comercial da TV, eu sei, mas...) E ai?
Sei que a vida não é só feita de felicidade, mas acredito que as pessoas devam ter consciência do que gostam, não gostam, querem ou não querem.
Autoconhecimento é a primeira fase do processo, e ai vem o: como fazer aquilo? Logo em seguida vem a preguiça de mudar o curso do rio, mas é nessa fase que se descobre aqueles que realmente te amam, e estão dispostos a te dar suporte, a te encorajar a seguir quando você quiser desistir. E assim se muda o caminho, se constrói o novo, e se tem muito trabalho (sinceridade é imprescindível).
Mas se tem prazer, paixão ao trabalhar, estudar, produzir, seja lá o que for fazer; se tem alegria em começar mais um dia; sente-se uma vontade latente de fazer mais do mesmo, da mesma maneira, ou de uma nova. Sente-se energia, alegria, felicidade gratuita (não acredito que felicidade dependa única e exclusivamente de dinheiro, mas isso é assunto pra outro post).
Parece PPS de auto-ajuda, mas leu até aqui quem quis... Quem achou relevante se perguntar o que é de fato relevante para si.
18 de dezembro de 2008
Ah se fosse férias...
Tá, agora de fato estamos em férias, mas será que são férias reais?
Será que não continuamos fazendo tudo aquilo que nos foi imposto sem percebermos?
Qual o significado de férias? Resumidamente, fazer o que se tem vontade e quando se tem vontade. Mas não é assim, continuamos nos obrigando a cumprir rituais que nem sabe-se mais porque existem. Vou citar o natal. Não é hipocrisia, festejar com tanta pompa, o nascimento de Cristo se durante o ano inteiro a grande maioria nem estava ai pra Ele?
Não quero catequisar ninguém é apenas um reflexão. Que sociedade é essa?
Esse capitalismo selvagem, desculpe o clichê mas foi inevitável, essa corrida maluca em busca de dinheiro, poder, e luxo. Não que consiga se viver sem dinheiro, porém quantos conhecidos tenho que não fazem o que gostam, fazem o que dá dinheiro. É opção, mas é justo?
Quanta gente, assim como eu mesma, passa o ano estudando, trabalhando, e fazendo mil coisas,
deixando pra depois aquele livro tão legal, aquele curso de pintura, aquela tarde com a família?
Ou pior tem sentido, enfeitar num país tropical, as árvores com neve, vestir um homem com roupas muito quentes, botas, gorro e luvas, quando lá fora faz 40 graus?
Ah! É a tradição, mas também é culpa do capitalismo. Não quero matar papai noel, mas, acho isso tudo muito falso. E essa é apenas uma das nossas tantas mentiras. A nossa sociedade é tão fútil, que por um borburinho ou outro com as pessoas certas, você pode quebrar um país, derrubar um presidente, ou criar uma crise e ter boa parte da população desempregada.
Ensinam que a verdade, justiça, e moral são valores que se deve ter. Contudo o que se vê é que a mentira domina, todos são culpados até que se prove o contrário e a moral, é na verdade um falso moralismo.
Hoje tô na revolta, tem dias que eu até me obrigo acreditar, me iludir que tudo vai ser bom. A wonderful world. Porém pra cada um dia de revolta consigo matar meses de ilusão.
18 de novembro de 2008
Manifeste-se!
Quero uma revolução!
Camisetas, folhetos, um manifesto de anunciação!
Quero o design livre.
Quero que pensemos sobre o design.
Não simplesmente fazer por fazer.
Não esconder um mau projeto sob a manta de uma nova tecnologia.
Não quero que sejamos designers de quadradinhos, designers que
simplesmente repetem o que já existe, que não fazem a diferença!
Não entramos na faculdade pra sairmos com um carimbo na
testa: Sou designer e agora vou ter emprego repetindo o que já existe.
Temos alma, emoção, diversão e subsídios, pra fazer diferente,
pra pensar diferente, pra propor e saber justificar o porquê aquilo
é diferente, e de fato inovador.
Manifestar emoções.
Permitir sensações.
Valorizar o simbólico.
Extrapolar os limites.
Não se deixar levar pela falta de incentivo,basta ter subsídios.
Manifeste-se!
16 de novembro de 2008
pensamentos inebriantes
O que te faz pensar?
O que te desperta o pensamento e não quer calar?
Aquilo que te pertuba, que te faz parar, às vezes até de respirar.
Agora penso no design, nas discussões, nas relações,
no que foi dito, e o que não foi dito.
Pensamentos inebriantes que não querem calar.
Que me fazem querer gritar. Doem de tanto pensar.
Pensamentos inebriantes que se apresentam aqui, sempre que
aparecerem. Sempre que me pertubarem, me entorpecerem, até que eu
decida extrapolar, deixar voar, e inebriar a mais alguém.
Assinar:
Postagens (Atom)